Ideias de Gestão

Ideias, conceitos e reflexões relacionadas à gestão de TI, gestão de pessoas, inovação, aprendizado organizacional e melhoria contínua. Para quebrar o gelo, ocasionalmente o blog inclui artigos com curiosidades e dicas de música.

Jazz, aprendizado e trabalho em equipe

Jamboree

Noite de improvisação coletiva na casa de jazz Jamboree, em Barcelona.

Recentemente publiquei um post com uma reflexão sobre inovação a partir da história do jazz. Além de sua história de inovação, outro aspecto importante do jazz é a sua característica de experimentação, improvisação e adaptabilidade, que nos traz reflexões sobre aprendizado e trabalho de equipe.

O jazz é uma música de executantes, que exige uma enorme capacitação técnica de cada um deles. Devido à experimentação do estilo, os melhores músicos são aqueles que imprimem sua personalidade à forma de execução, que possuem uma marca registrada quando são ouvidos. Em um próximo post, irei tratar dos níveis de competência nos processos de aprendizado, onde a competência inconsciente é o estágio mais avançado, onde somos tão competentes naquele assunto que trabalhamos no “piloto automático”. Os bons músicos de jazz trabalham nesse nível, e sabem produzir uma música fluida e se adaptar rapidamente a variações de ritmo ou de harmonia.

Apesar da grande dependência da competência individual, o jazz é primordialmente uma música coletiva. As boas bandas de jazz possuem um nível de entrosamento que fazem com que esses talentos individuais se fundam para criar uma linha única de execução. A sensação é que existe um cérebro único coordenando a execução, quando na verdade os músicos estão tocando com um grau de liberdade muito alto, mas com um enorme alinhamento entre eles.

As execuções de jazz prezam pelo improviso, mas obviamente existe um planejamento básico do que será executado. O tema a ser tocado, o tom, o ritmo e a velocidade inicial guiam a música a ser executada pela banda. A graça do jazz é que, a partir desse plano inicial de trabalho, é iniciada uma dinâmica de experimentação que pode levar a música a caminhos inexplorados. E cada novo encontro é um novo desafio. Em um (bom) show de jazz, pode-se notar a satisfação dos músicos quando são desafiados a uma nova improvisação e coletivamente respondem e se adaptam àquela disruptura. E quanto mais talentosos forem os músicos como um todo, melhor o resultado.

É raro mas possível alcançar nas equipes de trabalho uma fluidez e um nível de alinhamento similar. Quanto mais talentos individuais, melhor, mas esses talentos devem estar alinhados e comprometidos com um plano de trabalho e uma visão compartilhada. Dessa forma, o trabalho da equipe pode gerar resultados muito maiores que a soma cartesiana desses talentos individuais. A equipe pode aprender coletivamente, e a partir desse aprendizado, adquirir uma agilidade e capacidade de adaptação de um time de alto desempenho. E ter a motivação e confiança de, continuamente, enfrentar desafios ainda não explorados.

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