Ideias de Gestão

Ideias, conceitos e reflexões relacionadas à gestão de TI, gestão de pessoas, inovação, aprendizado organizacional e melhoria contínua. Para quebrar o gelo, ocasionalmente o blog inclui artigos com curiosidades e dicas de música.

Talento nato ou dedicação?

menino piano

Li um artigo da Fortune que discute o que é decisivo para se tornar um talento, um destaque em sua área de atuação. Nesse artigo, as pesquisas trazem fortes indícios que o talento nato não é tão relevante. O que seria decisivo para que uma pessoa seja um talento é muito mais relacionado à dedicação ao trabalho e a postura nas ações do dia a dia.

A pesquisa aponta que um profissional diferenciado em sua área de atuação tem tipicamente 10 anos de experiência e de trabalho duro. Horas de prática diária. Muito treino e espírito de aprendizagem e melhoria contínua. Executam cada tarefa não como uma atividade de rotina, mas encarando como um novo desafio e uma nova lição que contribui para o aperfeiçoamento diário. Procuram também feedback de terceiros para entender as necessidades de reforço a partir das percepções externas.

O assunto é controverso. Em áreas com o esporte, por exemplo, o físico do atleta tem enorme contribuição no seu desempenho. Na música, o caso das crianças prodígio chama atenção. Assisti a um documentário do genial pianista Nelson Freire que rapidamente ultrapassava a capacidade de cada um de seus professores de piano quando era criança. Não há dúvida de que ele tem uma aptidão diferenciada ao piano. Mas certamente muita paixão e dedicação pela música também.

Creio que a construção de nossos talentos é feita através de um padrão denominado feedback de reforço. Em alguma situação em que geramos um bom resultado e temos um reconhecimento externo, temos um reforço positivo onde nos sentimos bem naquela área e nos dedicamos mais, buscando sempre melhores resultados, e consequentemente nos destacamos naquela área. É um ciclo virtuoso. Por outro lado, é comum tratarmos nossos pontos fracos em um padrão de feedback de reforço negativo. Se eu gero um resultado ruim em alguma área e gero uma percepção externa negativa, é fácil que todos se convençam (inclusive eu) que não sou talentoso naquela área. Acabo não tendo nenhum incentivo para me dedicar àquela área, ainda mais me convencendo que terei resultados muito melhores se explorar meus talentos “natos”.

Dessa forma, alimentamos nosso modelo mental de quais são nossos talentos, temos mais confiança e nos convencemos de que nascemos para aquilo, quando na verdade o fator dedicação é preponderante.

Link para o artigo (em inglês).

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Publicado em agosto 7, 2013 por em Aprendizado corporativo, Gestão de Pessoas, Uncategorized.
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