Cubo de Escher

Cubo de Escher

A cena é comum. Durante uma reunião, diferentes posições para tratar um determinado problema, e não há qualquer indício de convergência. É claro o objetivo de provar que a ideia de um é melhor do que a do outro. Em ambientes competitivos e agressivos, é buscar “ganhar” a reunião, se destacar e comprovar superioridade. E a reunião trava, levanta-se a necessidade de coletar mais informação, e na semana seguinte há outra reunião, ainda improdutiva, e por aí vai.

Tudo o que pensamos é baseado em modelos mentais pré-concebidos. Em uma equipe, sabemos exatamente quem entrega bem e quem patina. Em nossa vivência profissional, sabemos o que funciona e o que não funciona. O problema é que os modelos mentais são difíceis de serem quebrados: as pessoas mudam e as experiências não refletem todas as possibilidades.

É preciso ter disposição para reavaliar os modelos mentais. É preciso ter coragem para duvidar de suas convicções. Uma discussão frutífera é aquela em que há abertura de todas as partes para reavaliar suas posições, rediscutir os modelos mentais, fundir ideias e buscar a melhor solução, independente se ela saiu ou não de você.

Para isso é preciso que todos discutam de forma franca os prós e contras de cada ideia. Isso requer coragem, já que ao fazer isso você demonstra as fragilidades de sua ideia. E não há solução que não tenha fragilidade. E cabe ao grupo ter a maturidade necessária para entender as proposições com seus pontos positivos e negativos para se buscar a melhor decisão.


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