Ideias de Gestão

Ideias, conceitos e reflexões relacionadas à gestão de TI, gestão de pessoas, inovação, aprendizado organizacional e melhoria contínua. Para quebrar o gelo, ocasionalmente o blog inclui artigos com curiosidades e dicas de música.

O bom é inimigo do ótimo (mas é amigo do ruim)

O bom é inimigo do ótimo

No mundo de TI, costumo ouvir frequentemente a frase “o bom é inimigo do ótimo”. Essa frase pode ser bem intencionada quando se refere a um possível excesso de perfeccionismo (“ótimo”) que pode emperrar a solução de um determinado problema, frente a uma solução bem mais simples (“bom”). Mas considero uma frase perigosa. Infelizmente nunca ouvi essa frase ser utilizada com tão boas intenções. Já ouvi sim ser utilizada para justificar uma saída rápida com pouca análise dos impactos futuros. Em português claro: para justificar uma gambiarra. Ou um “puxadinho”. O bom pode ser inimigo do ótimo. Mas é amigo do ruim.

E qual o conceito de ótimo? Matematicamente falando, ótimo é a melhor solução possível para um problema, considerando as variáveis desse problema e suas restrições.

Considero que a frase “o bom é inimigo do ótimo” possui um erro conceitual. Acho que devemos buscar sempre o ótimo em qualquer solução, desde que sejam consideradas as variáveis e restrições corretas. Qual é a solução ótima, considerando-se as restrições de tempo, esforço e custo?

Deve-se, portanto, buscar a melhor opção possível dentro do exequível, considerando-se as variáveis e restrições aplicáveis.

A solução simples é normalmente a solução ótima para um problema. Há uma frase de Einstein que diz “faça as coisas o mais simples possível, mas não mais simples que isso”. Um bom programador conhece o poder da simplicidade e elegância como solução. Um bom programador produz muito menos código do que um programador ruim para fazer a mesma funcionalidade. E, por ser mais simples, é mais efetivo e dá menos problemas. Esse princípio pode ser estendido para outras áreas. Mas muitas vezes o simples não é o óbvio, ou o mais fácil.

Ainda dentro do conceito de simplicidade, por vezes é possível ter um “efeito de alavancagem” em uma determinada solução. O efeito de alavancagem é uma solução simples e fácil de implementar e que traz um grande efeito como consequência. Normalmente uma ruptura da situação atual através de uma pequena ação.

Outra falha comum é tratar um problema considerando um escopo muito abrangente, gerando soluções baseadas em projetos longos e complexos. Normalmente, perde-se o foco no mais importante. E, novamente, ao se adotar o princípio da simplicidade, o risco é mais controlado e os benefícios são muito maiores se o problema como um todo for tratado por interações, priorizando os aspectos mais importantes a serem solucionados e evoluindo a partir dos primeiros resultados – “First Things First”.

Os americanos gostam de uma frase que sintetiza a antítese do “bom é inimigo do ótimo”: “I will do my best”. Eu farei o meu melhor. Minha versão: a partir das variáveis relevantes e das restrições aplicáveis, eu buscarei sempre fazer o ótimo.

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