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Concentração versus Divagação – Foco e Resultado – Distrações da tecnologia e do dia-a-dia

O livro Foco, do autor Daniel Goldman (autor de Inteligência Emocional), apresenta os dois principais estados de atenção: a concentração e a divagação.

A concentração é o foco em uma determinada tarefa. Nesse estado conseguimos nos desligar de estímulos externos enquanto estamos concentrados em uma atividade. Temos a capacidade de ligar uma tecla “mute” quando estamos focados em uma tarefa e isolamos as conversas paralelas, o barulho do trânsito e a música do rádio. Mas a concentração exige esforço. O trabalho que exige concentração gera cansaço mental, assim com um trabalho braçal gera cansaço muscular.

Já a divagação trabalha em piloto automático e exige menos esforço mental. Enquanto você está lendo este texto, provavelmente já se desligou dele algumas vezes e entrou em um estado de divagação.
Pensando em como resolver algum problema que lhe aflige, remoendo alguma situação que lhe trouxe arrependimento, lembrando que precisa fazer algo durante a semana. Ou simplesmente se lembrando de algo que aconteceu, alguma experiência agradável ou alguma situação marcante.

O estado de divagação nos rouba do estado de concentração sem que a gente perceba, mas isso não é necessariamente ruim.
Divagação é uma característica própria do ser humano. Até onde se sabe, nenhum outro animal tem essa capacidade. O estado de divagação é importante nas atividades criativas, na necessidade de explorar possibilidades e alternativas e de se pensar no futuro. O estado de divagação deve ser bem utilizado nos momentos certos.

O mundo passa por uma situação de déficit generalizado de atenção. Não conseguimos nos focar em uma reunião ou uma conversa porque temos muitos estímulos externos – o celular notifica uma nova conversa no Whatsapp, a caixa de email avisa que chegou uma nova mensagem, alguém chama no celular. A tecnologia pode ajudar, mas é uma fonte importante de distração.

E o pior, achamos que somos multitarefa, que podemos participar de uma reunião e ao mesmo tempo responder um email, aprovar uma viagem e finalizar um cronograma. Não somos multitarefa. É impossível ter um bom aproveitamento de uma reunião se geramos concorrência com outras atividades e ainda por cima estarmos disputando nossa atenção com nossa mente divagando. Como ressalta o livro, a atenção é um fator essencial para o sucesso.


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