Ideias de Gestão

Ideias, conceitos e reflexões relacionadas à gestão de TI, gestão de pessoas, inovação, aprendizado organizacional e melhoria contínua. Para quebrar o gelo, ocasionalmente o blog inclui artigos com curiosidades e dicas de música.

Sobre Bons e Maus Hábitos

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O livro “O poder do hábito”, de Charles Duhigg, apresenta resultados de recentes estudos da neurociência sobre os hábitos humanos. O livro explica que há uma enorme diferença entre a forma que o nosso cérebro processa atividades novas e nossas rotinas diárias.

À medida em que repetimos um determinado comportamento, o hábito vai sendo criado. Aos poucos, o cérebro vai identificando a rotina e essa atividade começa a ser executada por uma região diferente no cérebro, denominada gânglio basal. O gânglio basal é uma região primitiva do nosso cérebro, associada com ações instintivas, e que despendem uma menor energia, visto que atua como um “piloto automático “. Quando o hábito já está arraigado, ele ocorre instintivamente a partir de um padrão típico: inicialmente um trigger ativa o padrão, seguido da rotina em si e finalizado por uma recompensa.

Visto que o hábito pode ser benéfico pela baixa atividade cerebral, bons hábitos podem e devem ser cultivados. Por exemplo, alimentação saudável e na hora certa, prática frequente de exercícios físicos, leitura, etc.

Por outro lado, entender e ter consciência deste padrão  pode ajudar a identificar e lutar contra os maus hábitos, como compulsões, vícios, má alimentação, perda de tempo em redes sociais ou programas inúteis de televisão, etc.

O livro explica que acabar com hábitos ruins é uma tarefa difícil, porque o hábito se torna tão instintivo que o cérebro perde a capacidade crítica. O ímpeto para seguir aquele hábito tão arraigado predomina. É extremamente difícil controlar, e depois vem o arrependimento. Vícios e compulsões funcionam exatamente dessa forma.

Para mudar, primeiro é preciso ter consciência do mau hábito. Em seguida, identificar o padrão: o trigger que inicia o hábito, a rotina e a recompensa final. Mas, de tão arraigado que o hábito se torna, não é possível eliminar o hábito, porque mais dia menos dia ele surgirá novamente. A dica dada pelo livro é utilizar o mesmo trigger e substituir o mau hábito por algum outro que não seja nocivo ou mesmo que seja benéfico.

Tenha consciência de seus hábitos e use-os a seu favor.

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Publicado às julho 1, 2015 por em Comportamento Humano, Gerenciamento do tempo e marcado , .
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