Ideias de Gestão

Ideias, conceitos e reflexões relacionadas à gestão de TI, gestão de pessoas, inovação, aprendizado organizacional e melhoria contínua. Para quebrar o gelo, ocasionalmente o blog inclui artigos com curiosidades e dicas de música.

Retorno de investimento: fazer dinheiro é a melhor estratégia?

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Nos anos 90, a Blockbuster era a maior cadeia de aluguel de filmes nos Estados Unidos. Tinha lojas espalhadas por todo o país, com grandes estruturas e uma coleção enorme de filmes. O modelo de negócio buscava maximizar o lucro com o baixo custo das aquisições das mídias, dado o volume de compra. Além disso, cerca de 70% da receita vinha das altas multas cobradas pelos atrasos de devolução.

Nessa mesma década, uma empresa chamada Netflix surge no mercado, com uma abordagem completamente diferente. A partir de uma assinatura mensal, o cliente recebia os filmes em casa, sem precisar enfrentar o trânsito ou por o pé na rua.

Inicialmente, a Blockbuster não viu maiores ameaças, entendendo que se tratava de um mercado de nicho. Porém, em 2002, a Netflix já tinha uma receita anual de 150 milhões  de dólares e uma margem de lucro de 36%. Isso já estava incomodando os acionistas da Blockbuster, que então avaliou a alternativa de entrar no mercado de aluguel de filmes online.

Essa avaliação foi feita a partir da análise do retorno de investimento. A conclusão foi que o modelo não era financeiramente viável no longo prazo.

Durante esses anos a Netflix prosperou e se reinventou, tornando-se a maior empresa de vídeo sob demanda do mundo. A Blockbuster decretou falência em 2010.

A gestão de portfólio de investimentos através da seleção dos projetos de maior retorno já foi bastante eficiente na década de 1950 e até hoje é uma prática difundida. Mas nos tempos atuais, em que a concorrência invade novos mercados e a necessidade de adaptação se torna essencial, essa abordagem se torna insuficiente.

O primeiro problema dessa abordagem vem de um conceito básico da teoria de sistemas: não se pode otimizar um sistema a partir da maximização de suas partes. Por exemplo, maximizar a produção de todas as etapas de uma cadeia industrial gera estoque desnecessário e custos excessivos.

Outro problema é que esse tipo de priorização foca na discussão de o que fazer. Isso gera um conjunto de iniciativas sem rumo certo, podendo ser mesmo conflitantes ou concorrentes.

A priorização de iniciativas deve ter como guia uma definição prévia de qual a estratégia, qual a condição alvo desejada, e o que deve ser feito para alcançar essa condição. A partir dessa direção, a discussão é muito diferente: como fazer o que já se sabe que tem que ser feito; e como fazê-lo com o menor custo e maior eficiência possível.

Qual a estratégia da sua empresa: fazer dinheiro ou ser sustentável no longo prazo?

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