Ideias de Gestão

Ideias, conceitos e reflexões relacionadas à gestão de TI, gestão de pessoas, inovação, aprendizado organizacional e melhoria contínua. Para quebrar o gelo, ocasionalmente o blog inclui artigos com curiosidades e dicas de música.

TI (Técnico em Informática?)

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Isso às vezes acontece comigo. Em algumas situações alguém me pergunta de que área eu sou, e eu explico que trabalho com TI. E, por incrível que pareça, sinto que a pessoa não tem ideia do que isso quer dizer. E me perguntam: “O que é TI? É Técnico em Informática?”. E tenho que explicar que não, é Tecnologia da Informação, que trabalhamos com informações corporativas, sistemas, infraestrutura, redes, servidores, atendimento aos usuários, etc.

E mesmo em empresas de grande porte que trabalham próximas a TI e sabem o que quer dizer a sigla, ainda é muito comum enxergarem a função da TI com uma forte distorção, a de TI como custo e commodity. A TI é aquela que troca o mouse, conserta computador, configura a rede e instala impressora.

Mas a própria TI ajuda a criar essa imagem. Para o usuário comum, o departamento de TI parece um mundo à parte, onde um punhado de nerds fala um dialeto completamente próprio, cheio de termos técnicos e siglas indecifráveis. E, além disso, qualquer solicitação à TI é custosa e demorada, e ainda por cima não funciona direito. Isso cria um isolamento e uma imagem distorcida da TI corporativa, além da falta de credibilidade.

É importante que a TI não se isole. A TI deve entender o negócio e falar a linguagem da empresa. A TI deve estar focada não nos nerds, mas nos analistas funcionais ou de processo, que tem um relacionamento próximo com as áreas de negócio, conseguem dialogar em um nível equivalente, entender as necessidades de negócio e transformar em requisitos de TI. Em um nível mais maduro, a TI deve estar tão próxima das áreas de negócio que ela própria identifica oportunidades de gerar resultados de negócio a partir de soluções tecnológicas e ajudando ativamente na revisão de processos.

Mas só isso não é suficiente. É necessária uma contrapartida. O negócio deve também participar conscientemente e entender como funciona a TI. Não estou falando que o negócio precisa de um curso de TI para aprender o “dialeto” técnico. O que é necessário é entender a razão da existência de processos, ferramentas, e também entender dificuldades típicas que a TI enfrenta devido à complexidade do ambiente e dos sistemas. Entender a política e os riscos de segurança da informação. Entender os desafios de infraestrutura, dificuldades de garantia de disponibilidade de rede. Entender que todo software, por melhor que seja, tem bugs. Entender as fases de um projeto de software, análise e desenho, testes unitários, testes integrados, homologação, etc. Entender que o desafio é grande, e que o negócio é corresponsável para tudo funcionar bem. E se a TI for devidamente estruturada, além de competente e dedicada, o negócio certamente pode entender tudo isso. E pode entender que TI é bem mais que “Técnico em Informática”.

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Publicado às novembro 18, 2015 por em Gestão de TI e marcado .

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